Raisa Pinheiro Arruda (CRP 11/07646)

Graduada em Psicologia, pós-graduanda em Psicologia e Maternidade e Mestranda em Saúde Coletiva.

Sou casada e sou mãe. Desde quando tomei a decisão de fazer psicologia, eu sabia que iria caminhar para desenvolvimento infantil, famílias, e sobre a posição do feminino na nossa sociedade, não imaginava que encontraria na maternidade o meu caminho. Me formei em 2012, e já iniciei numa área que sou apaixonada, que é a Escolar. Passei no Mestrado em Psicologia da Unifor em 9º lugar no ano seguinte, e desisti, porque estava numa área de trabalho que iria ampliar minha escuta, e logo em seguida descobri minha gestação, e aí desisti duas vezes, porque eu sabia que eu não ia dar conta das exigências acadêmicas estando grávida. O que foi uma decisão super acertada, apesar de eu ter passado uns momentos de arrependimento.

Durante minha gestação vivi um processo interno muito profundo, uma ampliação intensa da minha percepção e sensibilidade. Compreendi muita coisa que ainda não fazia sentido. Precisei me reconstruir e reelaborar. Eu sempre sonhei em ser mãe, secretamente, pois a maternidade parecia incompatível com a vida que fui orientada a ter, uma vida independente, com foco profissional e acadêmico. E foi a partir dessa incongruência que meu olhar se voltou completamente para a maternidade, me lembrando de todas as situações maternas que encontrei na minha vida. Das mães que foram demitidas ou que nem chegaram a ser admitidas em seleções por terem filhos pequenos, das mães extremamente culpadas na escola ou na dependência química.

Bati de frente com todos os meus pré conceitos sobre o que era maternidade, me deparei com a falta de empatia à luta materna em vários  grupos feministas, conheci outras mães, compreendi a falta de amparo social, a falta de amparo do Estado. Nos reencontros teóricos, me deparei com questões de gênero, que faziam total sentindo no contexto histórico no qual a teoria foi fundada, mas que não fazia mais sentindo serem reproduzidas atualmente.

IMG_0330A maternidade me transformou, me renovou, me abriu os olhos. Me entreguei de corpo e alma a tudo o que Hugo me ensinava. Vivi intensas crises existenciais e oscilações de humor. Tive medo de depressão pós parto, tive medo da transformação. Não me reconheci. Me reconstruí.

Posso dizer que meu puerpério durou 1 ano e 6 meses, quando Hugo entrou na escola e vivemos nossa separação mais simbólica, porque foi física. Foi quando me senti preparada para a volta ao trabalho, com gás para me dedicar à outras atividades.

Renasci. Refloresci.

No momento atuo com psicoterapia com orientação em psicanálise, com foco no público feminino e materno (gestante, puerpéra, nutriz, mãe). Atuo com Pré Natal Psicológico, Consultoria para Pais, Palestras, Oficinas e etc. Também atuo na área de Psicologia Escolar, na educação infantil e ensino fundamental. Possuo experiência com Dependência Química, em políticas públicas, e atendimento ao público em vulnerabilidade social. Além disso, atendo na modalidade virtual em Orientação Psicológica.

Hoje minha missão é de auxiliar mulheres a se redescobrirem e reflorescerem num novo ou múltiplos papeis, no resgate de autoestima, empoderamento, etc., e auxiliar famílias a se encontrarem após o nascimento dos filhos, nessa ampliação de papéis e deslocamento de funções.

Facilitando atividade de criatividade com crianças no Food Park das Crianças
Facilitando atividade de criatividade com crianças no Food Park das Crianças

Autora do Instablog @psicologiamaterna

E não esqueçam que quando tiver dúvida, sugestão, pode entrar em contato: contato@raisaarruda.com.br

Beijo imenso & obrigada por fazer parte dessa história.

Raisa Arruda

“>

Deixe uma resposta