Um dedo de prosa

Eu escrevo porque preciso. Escrevo porque transbordo.

De quem é o direito de legitimar a minha voz?

Em tempos de descortinar opressões e preconceitos, esses dias eu quis questionar sobre a legitimidade das minhas dores. Eu, mulher, branca, graduada, mestranda, filha de professores com pós graduação (mestrado e doutorado), casada com professor universitário. Eu, classe média cheia de privilégios e facilidades. Eu quis, mais uma vez na minha vida, diminuir a minha […] Read more…

 

Uma viagem em família.

Semana passada fomos para o Rio Grande do Sul, um grande amigo do Rodrigo se mudou pra lá tem uns 4 anos, e ainda não tivemos oportunidade de ir. A vida com a Birosca nos amarra nesse quesito, mas esse ano a gente conseguiu se organizar e viajamos. Vocês não sabem como isso me fez […] Read more…

 

Terrivel é nossa inabilidade de se encantar com a vida.

Eu não sei porque a galera insiste em demonizar as crianças com essas frases horrorosas tipo “terrible two”, terrível é não reconhecer a mágica de poder observar e viver junto a construção do pensamento estruturado, da descoberta das capacidades e habilidades, da descoberta das vontades, do “eu telo”, do “xózinho mamãe, bebe faz xozinho”. Terrível […] Read more…

 

Escolas e escolhas

Nos últimos meses de 2015 precisei escolher uma nova escola para Pedro, meu filho de 6 anos. Ele estudou do infantil 2 ao 5 na mesma escola (a mesma que estudei do maternal até a 8ª série). Haviam vários motivos para eu querer e gostar que ele estudasse lá, mas eu sabia que provavelmente não […] Read more…

 

O que eu aprendi em 2016…

Já fazem alguns anos que eu não conto mais com a virada do ano, nem faço promessas de réveillon. Hoje, todos os dias eu me proponho e me esforço para que as coisas mudem, e melhorem. Antes eu me esforçava e cobrava até demais, porque existia um parâmetro, e por alguma razão eu queria me […] Read more…

 

O bebê, ou um grande companheiro.

Um bebe pequeno não vai entender o que a mãe esta dizendo, mas ele entende o sentimento, cada palavra em seu conceito carrega uma emoção. O bebê lê as emoções, ele as sente. E mais do que isso, ele entende que a mãe precisa de ajuda. O bebê entende como ninguém sua própria mãe, do jeito dele, do […] Read more…

 

Nossos filhos nos resgatam de nós mesmos.

Quando engravidamos a primeira coisa que imaginamos é o rostinho do bebê, com quem ele vai parecer, vamos no ultra tentando desvendar cada traço, nos apaixonamos pelos detalhes, e sonhamos com a beleza em seu estado mais puro: a delicadeza do bebê. Quando o bebê chuta, se mexe, dança, soluça, comparamos com o pai, com […] Read more…

 

Presente de Natal

  Ontem à noite, voltamos cedo pra casa, e na volta, passamos pelas ruas que fazem parte dos meus caminhos desde meus 10 anos. E ontem, eu vi cenas que há muito não via, vi pessoas nas calçadas e casas de portas abertas. Ontem, meu pai contou que na infância dele as casas do centro […] Read more…

 

Para o futuro, precisamos de tempo presente.

Olha, se uma coisa mãe tem vantagem é que mãe não precisa de faculdade pra ser mãe, o fato é que se é mãe, simplesmente, porque se teve um filho, e pronto. Mas depois que a gente tem filho, parece também que isso é uma porta aberta pra quem quiser entrar na nossa vida, mas não […] Read more…

 

A maternidade e a aventura em si mesma.

  Quando eu engravidei ouvia uns comentários que me faziam acreditar que realmente minha vida iria parar depois de ser mãe, era quase um”coitada, tanta vida pela frente…” Ou “tão nova, já é mãe”… Demorei um pouco pra entender que até eu me sentia assim, porque esse peso no discurso e no olhar entra na […] Read more…

 
Raisa Arruda ~ 2018