Como as outras colegas, meu primeiro post como colunista também será de apresentação.

Me chamo Laís, estou prestes a completar 29 anos (23/12), sou mãe da Letícia (quase 9 anos) e da Helena (1 ano e 8 meses). Estou num dificultoso processo de transferência do curso de Psicologia que comecei em Salvador, pela Universidade Jorge Amado, para a Unifor. Mas fé no pai, que sai. Tenho formação em Psicologia da Assistência Perinatal, Doula Pós-Parto e concluindo curso de Facilitadora do Aleitamento Materno.

A psicologia me atraiu por acaso. Iniciei para atender a uma vaga de emprego na área de RH, porém, ainda no primeiro semestre, minha visão foi ampliada em relação às áreas de atuação. Já tinha o ativismo pela humanização do nascimento muito aflorado e o interesse pelo humano, na sua forma mais primitiva, foi despertado nas aulas de Etologia. Pronto! Decidi o caminho que queria seguir.

Letícia nasceu de uma cesárea desnecessária e mal indicada. Comecei a buscar sobre o assunto parto, encontrei o blog da Melania e passei a frequentar um grupo de apoio ao parto e pós-parto, em Salvador. Conversava com meu companheiro sobre uma possível nova gravidez e chegamos a um denominador comum: o próximo bebê nasceria com equipe humanizada.

Três anos depois de estudos e ativismo, engravidei da Helena. Buscamos as opções de profissionais que atendiam partos de forma respeitosa e nos apaixonamos pela E.O que nos acompanhou. Helena nasceu em casa, na piscina, cercada por pessoas que a aguardavam ansiosamente. Sem intervenções desnecessárias, sem pressa, ouvindo as vozes (e o latido) que ouvia desde o útero.

Nascia a Helena e uma nova mãe. Dessa vez, me senti mais autônoma neste papel. O parto da Helena revelou uma Laís desconhecida. Essa nova Laís me levou para um puerpério lamacento, cheio de questionamentos, de (re)significados e solitário. Solitário e necessário. Havia ali um novo ser que eu precisava conhecer, sem intervenções e pitacos. Tentava me reorganizar, encaixar a Letícia, meu ex-marido e a própria Helena na minha vida. Foi uma tarefa difícil e sem muito sucesso. O casamento ruiu. Aquele arranjo familiar acabou.

Hoje, assumo o papel de mãe solo. Antes de assumir este papel, prometi a mim mesma, ainda puerperando, que acolheria mães solitárias (casadas, solteiras, amigadas, ou seja lá o que fosse) e que tentaria oferecer apoio para atravessar sua “lama puerperal”, além de auxiliar nos serviços domésticos.

Foi aí que me tornei Doula Pós-Parto (farei um post sobre o assunto) e sigo em fase de conclusão de curso de Facilitadora do Aleitamento Materno.

Acolhimento sem julgamento é o que toda nova mãe merece e precisa.

Grata a Raisa pela oportunidade de escrever neste espaço. Espero contribuir de forma positiva.

Beijos!

Lais Capibaribe