Está acontecendo uma campanha de informação e conscientização da Psoríase, uma doença de pele crônica e autoimune, considerada preocupante pela OMS. Desta forma, o blog abriu espaço para essa campanha! Vale ressaltar a importância do acompanhamento psicológico no tratamento da doença, tendo em vista que o bem estar emocional pode auxiliar na adesão ao tratamento. Lembrando que não é preciso esperar a crise chegar para buscar um psicólogo, a psicoterapia também funciona como prevenção em saúde,  já que auxilia na construção de ferramentas internas de cada individuo para lidar com as adversidades e exigências da vida.

Espero que gostem!

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A psoríase na infância e a importância do acompanhamento psicológico

Mesmo sendo considerada uma doença “adulta”, por se revelar geralmente no corpo de uma pessoa entre os 30 e 50 anos de idade, há diversos casos em que as manifestações da psoríase se iniciam na infância – entre 25 e 50% deles podem ocorrer antes dos 16 anos, além de 2% ainda antes dos 2 anos.
A psoríase é uma doença crônica, não transmissível e hereditária que afeta diretamente a aparência do corpo. Os seus sintomas gerais são caracterizados por lesões avermelhadas e descamativas na pele, pequenos machucados vermelhos, pele bastante ressecada e com facilidade para sangramentos, couro cabeludo descamativo, articulações inchadas e rígidas e unhas amareladas e esfareladas.
Quando a manifestação surge primeiramente na infância, os locais mais comuns do corpo a sofrerem com seus sintomas são os joelhos, cotovelos, mãos, pés, genitálias, áreas flexurais, couro cabeludo e, em bebês de até 2 anos, a região da fralda. A psoríase costuma surgir nestes casos em seu tipo gutata, que são pequenas placas vermelhas em forma de gotas. Sua aparição é incentivada principalmente por infecções, em especial na garganta.
Se o seu filho ou filha manifestar algum destes sintomas, é essencial que se consulte um médico dermatologista para que se possa descobrir qual o tipo de psoríase a criança tem, qual a sua gravidade e qual o tratamento para a psoríase melhor recomendado, dentre eles os tópicos, os sistêmicos e os fototerápicos.
Mas além de realizar um tratamento médico e um acompanhamento constante do seu caso de psoríase, é fundamental que toda criança que possua a doença passe por acompanhamento psicológico. Se para adultos já é difícil e angustiante conviver com uma doença que interfere em sua aparência, para crianças isso pode causar um impacto psicológico e emocional ainda pior, já que nesta fase podem sofrer com o bullying de colegas de escola, de irmãos, primos e outras crianças com as quais convivam em seu dia-a-dia. Assim, além de passarem por um grande desconforto gerado pelas lesões e machucados da psoríase, a doença passa a gerar um profundo impacto em sua mente, que pode afetar diretamente sua relação social com o mundo e suas habilidades de comunicação, deixando as crianças mais retraídas e com medo de interagir com outras pessoas.
Além disso, recomenda-se a prática de atividades físicas das quais gostem e que farão com que esqueçam de suas condições, além de ajudar na qualidade de vida e controle dos sinomas da doença. Aqui se inclui atividades físicas e de lazer, como dança, esportes, cursos e outros. É importante também que os professores e professoras da criança tenham conhecimento sobre a doença e que trabalhem com isso durante suas aulas, incentivando a criança a participar das atividades e a interagir, além de desaprovar e coibir atitudes mal intencionadas por parte dos colegas.
Assim, o acompanhamento psicológico visa a melhoria da qualidade da saúde mental da criança, fazendo com que ela saiba conviver com a sua imagem e aceitar seu corpo e sua condição médica, o que, inclusive, vai afetar beneficamente a psoríase e minimizar suas crises.