Não é a primeira vez que trago aqui esse tema, minha experiência e minhas constatações sobre a psicologia e o empreendedorismo, e acredito que podemos empreender nas nossas profissões, e inclusive dentro do nosso próprio trabalho, mesmo quando não somos chefes ou donos de um negócio, porque empreender é uma atitude, eu considero que tenho uma atitude empreendedora, mas não sou uma boa gestora de projetos e negócios, assumo.

Bom, desde que Hugo nasceu tenho andado com essa questão, sempre fui muito vidrada na internet, com blogs e afins, adoro as inúmeras possibilidades que temos on-line, e o alcance que isso pode ter, e penso que se você se propõe a propagar coisas boas, palavras de afeto e cuidado, informação de qualidade com responsabilidade, o mundo tem muito a ganhar com isso. As pessoas que se identificam com a sua voz, seus ideais, e encontram naquilo que você diz um alento para suas próprias dores que não consegue falar, o mundo virtual se torna perfeito para esta troca.

Eu realmente queria ir um pouco mais além, nessa vida virtual, amo atender em consultório, amo. E amo muitas coisas na minha profissão, entre elas orientar pessoas de acordo com os estudos e informações que adquiri durante meus anos de formação, e tenho pensado sobre lançar pequenos cursos on-line para pais, sobre questões de desenvolvimento infantil e família, sei que já existem vários, mas algumas pessoas podem gostar do que eu digo, outras não, e ninguém é obrigado a comprar aquilo que não se identifica né?

Também tenho pensado nos rumos do blog, e resolvi abrir para publicidade de forma mais intensa, mas não qualquer produto, nem qualquer texto, o blog vai trabalhar com publicidade para se manter, e porque minha renda de psicóloga clínica iniciante, mãe, que tem conta pra pagar e a conta não fecha.

Em todo caso também estou organizando com minha parceira Ciranda Cirandinha eventos maternos, e em breve iremos trazer para vocês essa novidade.

Eu realmente queria encontrar algo com que eu pudesse trabalhar on-line,  não pra ficar rica, como a maioria desses mentores aleatórios de internet nos vendem, mas viver de boa. Aqui em casa vendemos um carro, meu marido adotou a bicicleta e eu estou com esse projeto parado, por conta de saúde; nossa alimentação é toda natureba, buscamos comprar coisas de quem faz, na verdade, eu nem lembro quando foi a última vez que comprei alguma coisa pra mim, porque não sinto mais aquela picada do consumo desenfreado quando sai algum lançamento. E com Hugo a coisa é muito tranquila, fazemos um esforço, mas usamos fraldas ecológicas em casa, ele mamou seis meses exclusivo e ainda mama, os brinquedos que ele tem são poucos, e a maioria das vezes brincamos com nossas possibilidades corporais, de correr, dançar, pular, cantar, e por aí vai… A virada para empreender on-line seria para aproximar ainda mais minha vida do percurso que desejamos ter em família, de presença, de simplicidade, e de um tempo diferente de vida, um ritmo que não me obrigue a sair correndo, a adoecer no trânsito.

É um plano meu, ando buscando algumas soluções para alcançá-lo. Vim compartilhar com vocês essa minha questão, até para saber como é por aí, tem alguma mãe empreendedora que me lê, que pode compartilhar comigo a experiência, apontar alguns caminhos, compartilhar os erros e acertos?

Um beijo, e uma ótima quarta.

 

(p.s.: ando pensando fortemente em mudar o nome do blog, penso que entre mãe e psicóloga, eu sou tantas, com tanto a dizer, que me limitar dessa maneira, reduz fortemente o que eu posso compartilhar… já que normalmente quem entra aqui no blog espera sempre algo sobre psicologia e infância e maternidade)