A Cinthia Dalpino do Mãe at Work conversou comigo e trocamos algumas um pouco sobre a relação da criança com seu ambiente familiar, e principalmente com a mãe, e saiu um texto super bacana dela, na perspectiva de “quem cuida de quem” na relação mãe-bebê, pois muitas vezes parece que os filhos cuidam muito mais da gente, quem nunca esteve mal, e recebeu um beijo, um abraço apertado, um carinho, um “mamãe, eu te amo”, no momento que mais precisava?

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Segue o texto, espero que gostem!

E ressalto, quando falamos mãe, nem sempre precisa ser a mãe em si, mas quem faz esse papel, ou quem a criança tem mais afinidade, tá certo?

beijos!

 


 

Você já deve ter visto esse filme.
Aquela criança que chorava demais e ninguém sabia o porquê. Aquela febre que ia e vinha e não tinha explicação qualquer.

“Meu filho era uma bomba relógio quando era pequeno. Ele parecia só chorar quando eu estava triste”, recorda Elisabeth Siqueira, mãe do Leonardo.

Eu mesma já vi inúmeras vezes aqui em casa. A primeira vez foi com a Eva. Ela tinha dias de vida e chorava apenas quando recebíamos muitas visitas. A noite era insuportável quando isso acontecia, e eu atribuía o estresse dela ao fato de ter pulado de colo em colo.

A verdade é que eu estava cansada, queria descansar, e cada vez que o interfone tocava era tomada pelo desespero. Tinha que me trocar, dar meu melhor sorriso, deixar que segurassem minha bebê, mesmo quando ela quisesse mamar, e ouvir palpites sobre a minha forma de cuidar.
Isso é devastador para uma mãe que ainda está insegura. Baby With Mother

E eu só fui perceber o motivo do meu real desconforto (e consequente choro da minha filha) quando o pediatra me alertou para a tal simbiose mãe e filha. Quando tomei consciência daquilo, foi como mágica. Eu assumi que ficava incomodada, e a partir daquele dia ela parou de chorar.
Ela não precisava chorar o choro que eu reprimia.

Segunda a psicóloga Raíssa Arruda, isso acontece porque a criança tem uma percepção mais aguda das coisas, principalmente dos não ditos “Quanto mais velhos ficamos mais perdemos essa sensibilidade com os outros, com as emoções; As crianças não, elas ainda não estão dentro do mundo da linguagem e dos símbolos como os adultos, por isso a gente tem mania de dizer que criança é sincera demais”, explica. “É como se a criança pedisse socorro”.

Mas e as doenças? O que elas tem a ver com a mãe?

Para Raíssa, é como se a criança adoecesse para salvar a mãe, já que elas traduzem nossas emoções e sentimentos contidos. Ou seja, podemos até tentar disfarçar, mas a criança ‘lê’ a mãe melhor que ninguém quando algo não vai bem.

“E pra piorar, encontramos mães que falam que tem que dar conta de tudo, que não pode sofrer e que tem que ser o ser mais feliz do Universo. Então, como essa mulher vai buscar ajuda?”, questiona.
Por isso, é importante que a mulher busque ajuda, acolhimento e alguém com quem possa desabafar quando houverem episódios recorrentes de doença ou surtos inexplicáveis de ‘choros e birras’. Eles podem estar apenas refletindo algo que a mãe reprimiu.

A analista de sistemas Sandra Santos percebeu isso desde o começo da vida do filho “Dias antes de voltar de licença maternidade minha filha ficou com febre. Era uma febre sem motivo aparente. Depois, ao longo do tempo, fui notando que toda vez que algo me preocupava ou deixava instável, lá estava ela doente. Fui relacionando os fatos e percebi que quanto mais equilibrada estava, melhor ela ficava”, relembra.

Se por um lado isso traz responsabilidade, temos que ficar atentas para não nos rendermos à culpa. “Muitas vezes quando a gente fala que tudo o que a mãe sente, no caso considerando a mãe como o ambiente principal da criança, mas pode ser a família também, as mães se sentem logo julgadas e acham que falamos isso pra incutir mais culpa nelas, mas não é!, explica Raissa. “A criança é um reflexo do ambiente familiar. Ambiente adoecido, criança adoecida. O adoecimento é uma forma que a criança encontrou para responder. O sintoma é a única forma que a criança encontrou para se manter sã”, conclui a psicóloga.

Link do texto: http://maeatwork.com.br/2015/08/17/quem-chora-primeiro-a-mae-ou-o-filho/