Eu penso que as fases não são marcadas e fechadas, elas são processuais, um caminho que se percorre antes, que se atravessa um marco, e se continua adiante! Com o desfralde não seria diferente.

O desfralde começa quando ensinamos a criança o que é xixi e cocô, quando nomeamos e explicamos onde é o banheiro, como funciona, quando ela pode brincar com papel higiênico e explicamos para que ele serve…

Todas essas informações ficam guardadas e quando você menos espera, a criança está fazendo uso do que aprendeu durante todo esse tempo.

Já havia um tempo que Hugo aprendeu a nos avisar quando sujava a fralda sem precisar chorar para ser limpo, ele pede para que alguém tire sua fralda, ou nos leva até o banheiro. E ai ele já sabe que jogamos seu cocô no aparelho sanitário, damos descarga, ele dá tchau, e depois ele quer levar a fralda quando descartável pro lixo, quando de pano pra máquina de lavar, antes ele queria jogar todas no lixo! Essa é a nossa rotina.

Depois ele ganhou o troninho, eu mostrei algumas vezes, deixei o troninho na sala pra ele brincar, ele sentava e fazia “xiiiii” como se estivesse fazendo xixi, e a gente elogiava e explicava que era pro xixi e pro cocô, mas ele nunca tinha usado realmente. Até que ontem ele pediu pra tirar a fralda, caminhou até o banheiro, pediu pra abrir a porta do banheiro e sentou no seu troninho. Não fez nada. Mas eu elogiei e expliquei mais uma vez, que quando ele sentisse vontade de fazer xixi ou coco ele teria que fazer ali e quando ficasse grande faria no aparelho sanitário. E ai, hoje, ele de novo, pede para tirar a fralda, caminhou até o quarto, entrou no banheiro, e fez xixi no troninho! E como país bobos que somos, vibramos de alegria! Elogiamos, batemos palmas! Ai eu derreti!

Derreti de orgulho do meu bebê, e de orgulho da gente enquanto pais, que sem pressa, sem agonia, sem forçar, muitas vezes nem lembrávamos que existia o troninho aqui em casa, permitimos que Hugo assimilasse essas informações de maneira tranquila!

Agora o que vamos fazer daqui por diante? A nossa conduta sempre foi de explicar e esperar, e quando fosse necessário explicar de novo, e explicar sempre que a situação acontecesse novamente, e assim queremos levar o desfralde do Hugo. Da mesma forma como não aceleramos o desmame, e tem acontecido naturalmente a diminuição das mamadas, a medida em que o interesse dele por outras coisas aumenta, o desfralde vai acontecer no mesmo padrão, no ritmo dele, no ritmo de reconhecimento do próprio corpo.