Olá! Sei que andamos um pouco ausentes do blog, mas aos poucos retomamos nossa rotina de escrita, parcerias e afins! E como prometido, final do mês e mais um texto lindo e emocionante da nossa psi-doula querida, Krys Rodrigues. Não sei se comentamos por aqui, mas dia 17/05, domingo retrasado, participamos da roda que ela facilita para gestantes, junto com uma equipe maravilhosa, e falamos sobre Psicoterapia no Puerpério, e foi muito legal a troca de informações e ouvir um pouco das mães que estavam lá! Mas sem mais delongas, segue o texto da Krys! E pra mim, esse texto me encheu os olhos, pois comecei a sentir algumas contrações na quinta-feira antes do Hugo nascer, antes do terrorismo do G.O, e quando a dor vinha das costas e terminava numa pontada, eu suspirava e pedia pra bolsa estourar, mas não deu tempo. E ler esse texto me lembrou desse momento que liguei na mesma hora pro meu marido, que estava trabalhando, e ele foi correndo pra casa, e quando ele chegou, parou. E me remeteu à uma frase linda que vi esses dias no facebook e segue em imagem (pelo Mamatraca). Espero que as palavras da Krys cheguem como alívio, acolhimento, e questionamento!

Beijo, Raisa

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Parto além da dor

Quem me conhece, já ouviu muitas vezes a frase “A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional” – ela tem, pra mim, um poder significante dentro do empoderamento de preparação para o parto.

Imersas na cultura da cesárea, mulheres que optam pelo parto normal, seguem sendo chamadas de “corajosas”, por buscarem uma dor “desnecessárea”, visto termos a possibilidade de lançar mão da via cirúrgica , programada e “indolor” (quando esquecemos os riscos de uma cirurgia desse porte e seu processo doloroso de recuperação?)

Gostaria então, de convidá-l@s a refletir acerca dessa conexão dor-sofrimento. Quando entendemos a dor (contrações) como o processo necessário para atingirmos o nosso grande objetivo: conhecer noss@ filh@, aceitando o trabalho de parto como um evento fisiológico que beneficia mãe e bebê, para que esse encontro se dê da forma mais natural e saudável possível , o sofrimento pode dar lugar à : perseverança , curiosidade, alegria e – acreditem: prazer!

Eu costumo dizer para as mulheres que acompanho, que temos um saldo virtual de contrações até o bebê nascer. Elas virão de qualquer forma; podemos torná-las amigas e facilitar o seu trabalho – quando há entrega – diminuindo assim esse saldo ou podemos dificultar – quando há medo, resistência – aumentando o mesmo.

Quanto mais nos entregamos ao processo, conhecemos e nos conectamos com nosso corpo e sensações, mais possibilidades se abrem de transformarmos essa experiência na mais intensa de nossas vidas.

Dolorosa, pode ser, sofrida, não necessariamente. Deixo vocês refletindo sobre a frase da linda parteira mexicana Naoli “nós mulheres sabemos parir, nós mulheres gostamos de parir”. Precisamos apenas que nos deixem parir!

Palavra de quem sentiu bastante dor por 12h, mas não carrega nenhum minuto de sofrimento.

Krys Rodrigues, mãe do Iago, Doula e Psicóloga.

Se você deseja entrar em contato com a Krys e tirar suas dúvidas, seguem os contatos: (85)99754881 e psidoula.krys@gmail.com