Eu queria ter escrito algo em torno do dia dos pais, talvez alguma coisa sobre a função paterna, metáfora paterna, na psicanálise, e a função social paterna, que são duas coisas distintas… Talvez eu ainda consiga escrever sobre isso, mas o que aconteceu foi que eu me deparei com um artigo da Eliane Brum (sempre sensacional),  Como se fabricam crianças loucas, e comecei a ler uma série de textos sobre a medicalização da infância (acredito que tem a ver também com o grupo de estudos que fui hoje sobre a Clínica com Crianças – em psicanálise, mas hoje somente situamos o grupo e como será o caminhar dele…) 

A infância sempre me inquietou, sempre gostei de estudar, de ler, de observar. Na minha vida acadêmica, e percurso na área de escolar, deparei algumas vezes com a medicalização excessiva e desnecessária da infância, e adolescência. O que me trazia alguns questionamentos sobre nosso estilo de vida, e os caminhos que a sociedade escolheu para trilhar. 

A “desculpa”/resposta para a situação era sempre a mesma, desatenção, a dispersão, a atividade, o movimento, a aceleração, mas do que se trata a infância, então? 

Diante disso, deixo a interrogação e alguns textos bem interessantes sobre o assunto, que foram citados pela Eliane Brum, no artigo “O doping das crianças”. 

A era da palmatória química – responsabilidade social e medicalização da infância

O Doping das crianças

Os equívocos da infância medicalizada

A medicalização do sofrimento psiquico

Diagnóstico de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O que pode dizer a Psicanálise?

Nota da ANVISA sobre uso abusivo de Metilfenidato: 

PRESCRIÇÃO E CONSUMO DE METILFENIDATO NO BRASIL: IDENTIFICANDO RISCOS PARA O MONITORAMENTO E CONTROLE SANITÁRIO