Fazendo uma busca de um wrap sling, encontrei um blog ( Mamãe Sunny ), com um texto super bacana (link abaixo). Resolvi trazer o link aqui pro blog, pois compartilho da mesma opinião.

Diante de todas as leituras que eu fiz sobre a relação mãe-bebê, amamentação, depressão pós-parto, e etc, acredito ser um absurdo um livro ensinar uma técnica que desconsidera as necessidades da crianças, desconsidera o processo de adaptação do bebê ao mundo, desconsidera a formação da personalidade, desconsidera a necessidade aconchego, e força uma individualidade ainda inexistente no RN, individualidade esta que vai se formar aos poucos, e naturalmente, pois o bebê vai começar a perceber que é um corpo diferente da mãe sim, e no tempo certo. Uma teoria que desconsidera a amamentação (e olhe, neném que mama, acorda de madrugada pra mamar, e se ele estiver com fome, É OBVIO que ele vai chorar). Já falei sobre isso aqui no blog, sobre o colo, mas acho que esse tema não se encerra nunca, sabe?

Bom, uma teoria que apela deixar o neném chorando até que ele aprenda que não adianta chorar porque não vai ter apoio, explica MUITO sobre os adultos ocidentais modernos, explica muito sobre esse mundo individualista e solitário. E não, não me venham com a mãe é a única que sabe sobre o seu bebê e por isso ela pode fazer o que ela quiser, porque esse saber deve ser questionado, sim, de que lugar ele vem, pois nem todas a mães sabem, e nem todas querem saber, e nem todas querem aprender, pois já foi o tempo em que as mães podiam ser mães.

Hoje em dia ser mãe é mais difícil, porque não se pode, porque existem pressões e cobranças que tiram o nosso sono, que nos reprimem, que nos enlouquecem, porque perdemos o senso de comunidade, já vivemos numa cultura liberal, no paradigma da individualidade. Ser mãe é compreender o que é comunidade(*), comunidade é o que é comum a todos, e todos estando bem, nós também estamos, mas na nossa cultura pautada no liberalismo, que exarceba o individualismo, se exige dos bebês algo que eles não podem, e se obriga às mães algo que elas não podem dar. Ou é desconexa a culpa que as mães carregam com as pressões que elas sofrem? Tenho percebido que quanto mais as mães são convocadas a ler esses manuais para ser uma boa mãe, mais falhas existem na comunicação e relação que se estabelece com seus filhos, e as mães percebem, tanto percebem que sofrem, e quanto mais não dá certo o “manual”, mas a mãe sofre, e mais esse sofrimento é percebido pelo bebê, e por aí vai.. (abaixo link com vídeo de uma psicóloga argentina que fala exatamente dessa relação e percepção bebê, publicado na pagina do CineMaterna)

O que eu posso dizer aqui é não devemos ter medo de amar, cuidar e proteger nossos bebês, no momento certo eles vão caminhar sozinhos. Quando esse cuidado não é dado no momento em que eles precisam, a culpa acaba nos levando a vários passos incertos mais na frente, principalmente no que diz respeito ao cuidado exagerado.

Para finalizar, hoje o @meudiadmae (IG super bacana da Mila e da Nanda sobre maternidade), postou algo sobre maternidade, exatamente sobre essa culpa e tristeza que as mães são acometidas: Maternidade: nem tudo são flores.

(*) COMUNIDADE: s.f. Estado do que é comum; paridade; comunhão, identidade: comunidade de sentimentos. Agrupamento social que se caracteriza por acentuada coesão baseada no consenso espontâneo dos indivíduos que o constituem.

Texto do Blog Mamãe Sunny:  Nana nenê que a mamãe vem pegar sim.

Vídeo Por que llora mi bebe?