Antes de ler esse texto – link abaixo -essa era uma preocupação constante na minha vida, tanto se eu estimulava demais ou se eu estimulava de menos. Ficava receosa porque passo o dia com Hugo, conversando, cheirando, fazendo cócegas, mostrando as cachorras, ficamos barriga com barriga enquanto presto atenção noutras coisas, balanço na rede em silêncio ou cantando… Durante esse período de copa, no máximo, fico sentada no sofá e deixo ele ver/ouvir a copa, porque também não sou de ferro, descobri que ele gosta dos sons do futebol, mas não passa disso, porque não sou adepta a televisão para bebês – e quando deixo ele ver os jogos comigo e o pai dele, fico preocupada se não deixei tempo demais… (mesmo virando ele contra a tv, puxando assunto, ou deixando ele virado para outras coisas)
Ler esse texto me deixou, agora, mais tranqüila, já que só compramos três brinquedos pro Hugo, porque eu pedi pra comprar, e ele só começou a curtir agora, porque está aprendendo a pegar e por na boca, e é melhor que sejam esses brinquedos do que a Lisbela e a Peggy na boca, apesar de saber que daqui a pouco não vamos conseguir mais controlar essa interação entre ele e elas; outra coisa que nos fez não nos preocuparmos muito com os brinquedos é que ele vai ter duas cachorras danadas e brincalhonas em casa, e um casal de gatos na casa da avó, acreditamos que as duas cachorrinhas serão companheiras de muitas brincadeiras…
Claro, houve um momento (e haverão vários outros) em que eu ficava insegura – e por isso os brinquedos! – em relação ao estímulos, por nossas brincadeiras serem somente eu e ele, na maior parte do tempo, eu achava que não era o suficiente ou que era presença demais! Depois que os brinquedos chegaram, eu percebi que Hugo prefere conversar e ouvir minhas conversas com o pai dele, ou com quem eu estiver conversando, inclusive agora ele já participa com sua linguagem de bebê (❤️); que ele prefere passear pela casa, ver a janela, passear de carrinho lá fora, e claro, nossas brincadeiras já mencionadas, do que os brinquedos… Ontem, por exemplo, ele viu o pé se mexer e segurou por alguns segundos, depois tentou a todo custo sentar e pra ficar olhando os pés! Eu achei sensacional, e acredito que se estivesse rodeado de brinquedos ele poderia perder um pouco dessas descobertas fantásticas de si mesmo, e do mundo!

Recomendo esse texto, e esse blog. Foi uma dica do perfil @sublimarpsicologia – instagram.

Blog A mãe que quero ser:
Será que estimulamos demais nossos bebês?

Dica de livro: O bebê e o seu mundo – D. Winnicott.
(Quando eu tiver tempo para releitura, posto sobre esse livro, porque é muito bacana! No momento, tenho uma lista de livros pra reler, sobre temas que queria postar, e ainda não consegui, mas tudo ao seu tempo!)