Um dia, uns dois anos atras, fomos lanchar no supermercado e ele me fez o convite de irmos passear. Fiquei toda animada, ele pegou minha mão, e demos uma volta super demorada por cada setor e corredor daquele estabelecimento… Primeiro achei estranho, até pensei que de lá é que ele ia me levar pra algum lugar, quando a gente entrou no carro depois de pagar as compras que ele fez, eu perguntei onde ele ia me levar pra passear, e ele olhou pra mim de um jeito, como se não tivesse entendido a pergunta. Nesse dia, eu compreendi o quanto ele gostava de ir ao supermercado, olhar as novidades, pesquisar produtos e possibilidades de ingredientes para as aventuras culinárias que fazemos desde que nos conhecemos – ele cozinha, eu só provo, aprovo, e elogio!
Hojeeu continuo detestando supermercados, por achar uma obrigação (acho que isso tem a vê com a minha mãe, que também detesta fazer as compras no supermercado) e pela fila imensa e lenta no final. No entanto, ao ser convidada para um passeio no supermercado, apesar da careta – acho que mais pra implicar do que porque eu de fato achei ruim o convite – é lindo estar ali e observá-lo buscar, pesquisar, pensar, duvidar e me pedir opiniões. É lindo saber que cada escolha que ele faz ali é pensando num almoço/jantar bacana só pra nós dois ou para nossos amigos que vai nos deixar felizes, ou se eu vou ficar alegre com meus doces, sucos e bolos…
A ida ao supermercado está sempre ligada com a nossa alegria diária, com as surpresas gastronômicas que ele faz pra me ver feliz.
Não tinha me dado que a ida ao supermercado tivesse tão ligada com a felicidade familiar, com os sorrisos à mesa, com o bom humor. A felicidade está na mesa, na hora que a família almoça junta, na hora que a família se reúne para jantar, na hora que nós dois assaltamos a geladeira juntos de madrugada… Então, vou dormir agora, pra acordar 3h e dar de mamar para nosso pequeno, e fazer nosso lanche de madrugada, para amanhã acompanha-lo ao supermercado, que já virou rotina aos domingos.